Qual é a diferença entre mamografia e ultrassom das mamas?

A prevenção e a detecção precoce são muito importantes no cuidado com a saúde das mamas. Por isso, além de conhecer o próprio corpo e observar possíveis alterações, é importante manter o acompanhamento médico e realizar os exames recomendados para cada idade e perfil de risco.

Entre os exames que podem fazer parte dessa avaliação estão a mamografia e o ultrassom de mamas. Mas você sabe qual é a diferença entre eles e quando cada um pode ser indicado?

Neste conteúdo, entenda as particularidades de cada exame e por que eles podem ter papéis diferentes na avaliação das mamas.

Quais as principais diferenças entre mamografia e ultrassom de mamas?

A principal diferença está na tecnologia utilizada e no papel que cada exame desempenha na avaliação das mamas. Mas vale lembrar que mamografia e ultrassom não são exames que competem entre si. Dependendo da idade, dos sintomas, das características das mamas e do histórico de cada pessoa, um deles pode ser indicado ou os dois podem ser realizados de forma complementar.

Por isso, a escolha entre mamografia e ultrassom não deve ser feita apenas com base na preferência pelo exame, mas de acordo com a avaliação e a indicação do profissional de saúde. Saiba mais sobre cada um deles:

Mamografia

A mamografia utiliza raios X e é o principal exame utilizado no rastreamento populacional do câncer de mama. Ela permite identificar alterações que podem não ser percebidas pelo toque, inclusive sinais suspeitos que podem aparecer antes de sintomas ou de um nódulo ser palpável.

O exame pode ter duas finalidades principais: rastreamento, quando é realizado em pessoas sem sinais ou sintomas para identificar alterações precocemente, e investigação diagnóstica, quando existe alguma alteração que precisa ser avaliada pelo médico.

No Brasil, a recomendação atual do Ministério da Saúde é que a mamografia de rastreamento seja realizada a cada dois anos em mulheres de 50 a 74 anos. Para pessoas fora dessa faixa etária ou que apresentam sinais ou sintomas suspeitos, a indicação deve ser individualizada pelo profissional de saúde.

É importante lembrar que mamografia de rastreamento e mamografia diagnóstica não são a mesma coisa: a primeira busca alterações em pessoas sem sintomas, enquanto a segunda é solicitada para investigar uma alteração já identificada.

Ultrassom de mamas

O ultrassom das mamas é um exame de imagem que utiliza ondas sonoras para produzir imagens do tecido mamário. Por não utilizar radiação ionizante, pode ser utilizado em diferentes situações, de acordo com a avaliação médica.

O ultrassom pode ajudar a avaliar alterações identificadas no exame clínico ou na mamografia, contribuindo, por exemplo, para diferenciar estruturas com conteúdo líquido, como cistos, de alterações sólidas. Também pode ser utilizado na investigação de nódulos ou outras alterações percebidas pela paciente ou pelo profissional de saúde.

Em alguns casos, o ultrassom de mamas é especialmente útil como exame complementar à mamografia, inclusive em mamas com maior quantidade de tecido glandular, nas quais a interpretação da mamografia pode ser mais desafiadora. Porém, isso não significa que o ultrassom substitua a mamografia no rastreamento do câncer de mama.

A indicação do exame depende da idade, dos sintomas, das características das mamas, dos achados em outros exames e do histórico individual. Por isso, cabe ao médico avaliar quando a ultrassonografia é necessária e se deve ser realizada isoladamente ou em conjunto com outros exames.

Quais as outras formas de prevenção contra o câncer de mama?

O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, depois do câncer de pele não melanoma. Embora não seja possível evitar todos os casos, alguns hábitos podem contribuir para reduzir o risco de desenvolver a doença.

Além dos exames preventivos, o cuidado envolve principalmente a adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida. Entre as principais medidas estão:

  • Praticar atividade física regularmente;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Adotar uma alimentação saudável;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Amamentar, quando possível;
  • Não fumar e evitar a exposição ao tabagismo.

Além desses cuidados, também é importante estar atenta às próprias mamas e procurar avaliação profissional caso perceba alguma alteração. Essa prática, conhecida como consciência sobre a saúde das mamas, não exige seguir uma técnica específica de autoexame nem uma periodicidade fixa.

Enquanto os hábitos saudáveis podem contribuir para reduzir o risco da doença, a atenção às mamas e o acompanhamento adequado ajudam na identificação de alterações e na detecção precoce.

Quer saber quais alterações merecem atenção? Confira também nosso conteúdo sobre os sinais de alerta para o câncer de mama e saiba quando é importante procurar avaliação médica.